
Como o brasileiro decide o voto
Politik Editores
Em 16 de dezembro de 2003, sem manchetes e sem grandes nomes da política nacional, um grupo de pessoas realizou em Brasília a primeira Convenção Nacional do Partido Municipalista Renovador. Mais de 450 mil assinaturas de eleitores tinham sido colhidas pelo país para viabilizar aquele registro. Vinte e dois anos depois, o partido nascido daquela reunião governa São Paulo e preside a Câmara dos Deputados.Este livro reconstrói, em narrativa jornalística, a trajetória dos Republicanos, legenda que passou por três nomes (PMR, PRB e Republicanos) e nunca registrou uma eleição com menos representantes do que a anterior. A história começa com o registro definitivo no TSE, em agosto de 2005, e com a chegada de José Alencar, o vice-presidente da República que se filiou a uma sigla sem representação no Congresso, sugeriu o nome Partido Republicano Brasileiro e deixou como herança um vocabulário de probidade e responsabilidade cívica que o partido reivindica até hoje.Ao longo dos capítulos, o leitor acompanha a construção da base municipal, a criação da Fundação Republicana Brasileira e da Faculdade Republicana, primeira instituição de ensino superior mantida por uma fundação partidária e credenciada pelo MEC no Brasil. Acompanha também a chegada de Marcos Pereira à presidência da legenda em 2011 e a cultura de planejamento que ele instalou, as campanhas de Celso Russomanno em São Paulo e a vitória de Marcelo Crivella no Rio, a decisão de ser o primeiro partido a deixar a base do governo Dilma Rousseff e apoiar o impeachment, a reformulação ideológica que culminou na mudança de nome em 2019, as filiações de Hamilton Mourão, Tarcísio de Freitas e Damares Alves, a eleição de Tarcísio ao governo paulista e a chegada de Hugo Motta à presidência da Câmara em 2025, aos 35 anos.Há ainda a história das Mulheres Republicanas, do movimento que saiu de uma única eleita em 2006 para 964 mandatárias em 2025, e o balanço numérico de duas décadas de crescimento ininterrupto, dos 54 prefeitos de 2008 aos 433 de 2024. O livro se encerra olhando para os desafios do terceiro decênio da legenda, a disputa por espaço num campo conservador cada vez mais congestionado e as eleições de 2026.

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